Riscos para a saúde

MAIS DE UM MILHÃO DE ASSINATURAS CONTRA O GLIFOSATO

2017/07/07 _ A mais rápida de todas as Iniciativas de Cidadania Europeia

Num período record de cinco meses mais de um milhão de pessoas, de todos os Estados Membros da União Europeia, assinaram a favor da proibição do herbicida glifosato. A Iniciativa de Cidadania Europeia (ICE), que foi liderada em Portugal pela Plataforma Transgénicos Fora, exige também que o processo europeu de autorização de pesticidas seja profundamente melhorado e ainda que se estabeleçam metas obrigatórias para a redução do uso de pesticidas na União Europeia...

Indústria 1 - Cidadãos 0, na mais recente avaliação sobre o glifosato

2017/03/15 - Desde que em 2015 a OMS - Organização Mundial de Saúde classificou o glifosato como sendo uma substância que "provavelmente" causa cancro em pessoas e que "demonstradamente" causa cancro em animais de laboratório o futuro na Europa do herbicida mais vendido no mundo (e em Portugal) tornou-se uma questão de intenso debate científico, social e político. Após anos de adiamentos, os Estados Membros e a Comissão Europeia deverão decidir em 2017 se reautorizam os herbicidas à base de glifosato, e por quanto tempo. Em cima da mesa estão os pareceres positivos do país relator (Alemanha), da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) e as sucessivas propostas da própria Comissão Europeia para que o herbicida seja aprovado (ver por exemplo aqui e aqui). Hoje, com o parecer da ECHA (Agência Europeia dos Produtos Químicos), também ele positivo, foi tornada pública uma das últimas peças deste puzzle...

HERBICIDA GLIFOSATO POSTO EM CAUSA POR INICIATIVA EUROPEIA DE CIDADÃOS

2017/02/08 _ Começa hoje a recolha de 1 milhão de assinaturas

Hoje dezenas de organizações não governamentais de toda a União Europeia, incluindo várias portuguesas, iniciaram a mobilização de cidadãos para banir o glifosato - mais conhecido como o herbicida Roundup da Monsanto. Em Portugal registam-se os níveis de contaminação humana mais elevados de toda a União Europeia, mais de um ano após a Organização Mundial de Saúde ter classificado este herbicida como "carcinogénio provável para o ser humano e carcinogénio provado para animais de laboratório". Por isso todos os portugueses têm particular interesse em aderir a esta ação...

GLIFOSATO: O HERBICIDA QUE CONTAMINA PORTUGAL

2016/04/29 _ Pela primeira vez há análises e revelam situação descontrolada

Análises realizadas pela Plataforma Transgénicos Fora em colaboração com o Detox Project evidenciaram níveis inesperados e absolutamente assombrosos de glifosato (mais conhecido por Roundup), o pesticida químico sintético mais usado na agricultura portuguesa – e até agora o mais ignorado. Há pelo menos dez anos que não se conhece qualquer análise oficial à sua presença em alimentos, solo, água, ar ou pessoas. Este vazio, inédito a nível europeu, é hoje preenchido parcialmente com os resultados das análises realizadas à urina de 26 voluntários portugueses e a algumas amostras de alimentos. Portugal tem agora de encontrar soluções a nível nacional e europeu que esclareçam as razões de tal contaminação humana e a reduzam em várias ordens de grandeza...

O HERBICIDA MAIS VENDIDO EM PORTUGAL AFINAL PODE CAUSAR CANCRO EM HUMANOS

2015/03/25 _ Agência Internacional do Cancro acabou de publicar nova classificação
A Organização Mundial de Saúde, através da sua estrutura especializada IARC - Agência Internacional para a Investigação sobre o Cancro sediada em França, declarou o glifosato (junto com outros pesticidas organofosforados) como "carcinogénio provável para o ser humano". Esta classificação significa que existem evidências suficientes de que o glifosato causa cancro em animais de laboratório e que existem também provas diretas para o mesmo efeito em seres humanos, embora mais limitadas...

Há quem diga que o debate sobre a segurança dos OGM está encerrado. Estará?

Desde que foi publicado em 2012 o artigo de revisão de Snell, Ricroch e colaboradores tem vindo a ser apresentado como definitivo no que toca à demonstração de que os alimentos transgénicos são seguros. A própria Agnès Ricroch, investigadora do instituto francês AgroParisTech e coordenadora deste estudo, afirmou taxativamente que os transgénicos eram inócuos e o debate estava encerrado. Mas alguém acredita que seja possível, por exemplo, concluir que todos os medicamentos são seguros – mesmo os que ainda não foram comercializados – só porque se reuniu uma série de estudos que olharam para alguns aspetos de alguns medicamentos e não encontraram nada? Seria uma atitudo pouco científica e muito dogmática.

Transgénicos, Ciência e Independência q.b.

A bomba que abalou o confortável dia-a-dia dos vendedores de transgénicos foi publicada, sem aviso prévio, no dia 19 de Setembro de 2012 na revista científica Food and Chemical Toxicology(1). As notícias? O milho transgénico NK603, da Monsanto, que pela primeira vez fora estudado quanto à sua toxicidade a longo prazo (dois anos, o que corresponde ao ciclo de vida completo dos animais usados), revelou-se causador de morte prematura, para além de tumores e danos em múltiplos órgãos vitais(2). A máquina de contra-propaganda entrou imediatamente em turbo. Tudo estaria errado neste estudo: a começar com o próprio cientista principal, G.E. Séralini, acusado de desenvolver uma guerrilha pessoal contra os transgénicos, de estar à procura de publicidade para vender o seu livro, de aceitar financiamento proveniente de uma fundação que se posicionou contra os transgénicos ou de não divulgar todo e cada um dos dados de laboratório obtidos durante o estudo, entre outros.

Arroz Dourado - A visão de um Eldorado transviado

A criação de plantas transgénicas com vista ao melhoramento dapropriedades nutricionais (biofortificação) revelou-se uma estratégia tão controversa e criticável quanto a dos restantes tipos de alimentos geneticamente modificados. Este pequeno comentário centra-se apenas no alimento biofortificado mais conhecido, o arroz dourado, cuja fama lhe garantiu até presença num exame nacional de biologia do 12º ano (2ª fase de 2006). À partida não poderia ser uma iniciativa mais nobre: resolver um problema dramático e muito real que é a subnutrição na forma de avitaminose A, cujas consequências vão desde a cegueira à morte prematura. Este é um desafio de muitos países em vias de desenvolvimento: a Organização Mundial de Saúde estima que atinge 190 milhões de crianças em todo o mundo, sobretudo em África e na Ásia. Anualmente são cerca de 670 mil as crianças que morrem por deficiência em vitamina A, e mais de 250 mil as que ficam cegas. O projeto do arroz dourado iniciou-se na década de 80 e poderá em breve ser autorizada a primeira variedade comercial (nas Filipinas). E é aqui que começam os problemas. Apesar das três décadas de investigação, e das dezenas de milhões de dólares em financiamentos, quase nada está publicado na literatura científica sobre o desempenho e segurança deste transgénico.

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