Quer ajudar? Acredita que juntos temos mais força? Então, com alguns cliques no seu computador pode apoiar e fazer a diferença. Abaixo apresentamos várias campanhas e petições de diferentes entidades que merecem realmente o seu tempo. Mesmo que só tenha uns minutos, contamos com a sua participação!
ACÇÕES EM CURSO
• Wikileaks, transgénicos e contestação ao governo espanhol
• Insectos transgénicos? Não, obrigado!
• Por um Futuro sem Transgénicos
• Protesto à Comissão por Promover Transgénicos
• Em Apoio de uma Investigação Independente
• Contra a Libertação no Ambiente de Organismos Transgénicos
Os documentos confidenciais trazidos a público pela Wikileaks demonstraram que o governo espanhol trabalhou activamente para a introdução de transgénicos na União Europeia, em estreita colaboração com o governo americano. A Greenpeace montou uma ciber-campanha de protesto dirigida à ministra do ambiente do país vizinho onde todos podem colaborar.
Está em curso uma petição na Internet dirigida ao ministro do ambiente da Malásia com vista à suspensão da anunciada libertação de mosquitos geneticamente modificados em diferentes pontos do país. Estes testes pretendem inserir-se numa estratégia de combate à dengue, uma doença grave transmitida por certos mosquitos. Persistem no entanto muitas questões sem resposta que os organizadores da petição gostariam de ver respondidas antes de o país embarcar numa experiência que pode revelar-se custosa e irreversível.
Em reacção à onda de aprovações de transgénicos em 2010 por parte da Comissão Europeia a rede europeia das zonas livres de transgénicos desencadeou uma ciber-campanha de protesto dirigida a cada governo da União Europeia. Para escrever ao Primeiro Ministro, Ministro da Agricultura e respectivos Secretários de Estado do nosso governo basta aceder à página com a carta escrita em português.
Para além de apoiar a campanha do Avaaz, já encerrada, a Greenpeace sugere igualmente aos cidadãos preocupados que escrevam directamente à Comissão Europeia. Na página desta organização encontra o texto modelo da carta a enviar (em inglês) e também os endereços de email de Durão Barroso e mais alguns altos dignitários. Para incluir a presidência da União Europeia em vigor de Janeiro a Junho de 2012, acrescente o email de Mette Gjerskov, ministra da agricultura dinamarquesa: fvm@fvm.dk.
Se a Comissão Europeia não está interessada em apoiar investigação independente e crítica sobre os reais riscos dos transgénicos, que fazer? A associação francesa ZEA foi criada para uma resposta concreta: dar aos cidadãos o poder de financiar essa investigação. A ZEA tem por objectivo recolher um milhão e meio de euros (a 5 euros por cidadão, basta mobilizar 300 mil europeus) com vista à realização de um estudo científico completo de longo prazo e intergeracional para a clarificação dos reais riscos dos transgénicos para a saúde humana. O sítio na Internet desta associação está disponível em francês e em inglês.
Esta campanha da Plataforma Transgénicos Fora alojada pela Naturlink pretende reunir um número substancial de subscritores, tanto pessoas singulares como colectivas, com o objectivo de pressionar os Ministérios da Agricultura e do Ambiente no sentido de tomarem as decisões certas a nível nacional e internacional. A adesão pode ser individual ou institucional. Já cerca de uma vintena de associações e de dez mil cidadãos juntaram a sua voz a este protesto.
Uma vez que a esmagadora maioria dos transgénicos estão a ser usados em rações animais, não deviam ser os produtos animais os mais cuidadosamente rotulados, por forma a garantir o direito básico do consumidor à escolha? Infelizmente, e com o objectivo de não pertubar a circulação e escoamento dos transgénicos, a União Europeia nunca adoptou qualquer medida nesse sentido – só onde há ignorância é que os transgénicos conseguem ter mercado. Se não concorda com este estado de coisas, tem agora uma oportunidade de o demonstrar. A Liga para a Protecção da Natureza, em parceria com diversas associações de outros Estados Membros, lançou em 2010 uma petição europeia que vai estar aberta até ao final deste ano. Não perca a oportunidade de se fazer ouvir!
A biologia sintética pretende criar organismos 100% artificiais com os mais variados fins: louváveis, como em medicina, mas também deploráveis como as armas biológicas de todo o tipo. O facto é, ninguém neste momento consegue prever o impacto desses novos seres a partir do momento em que forem libertados no ambiente, e não existem ferramentas para os controlar. Também não existem acordos internacionais nesta área e, para todos os efeitos, o desenvolvimento técnico está a ser marcado pelas ambições económicas do mercado. Em Setembro de 2010 (no âmbito do Ano Internacional da Biodiversidade) foi lançado um abaixo-assinado pelo instituto alemão Testbiotech – uma das estruturas europeias mais independentes e de maior gabarito científico no que toca aos riscos dos transgénicos – que será posteriormente entregue a diversas instituições internacionais, incluíndo as Nações Unidas, e que pede, para além de múltiplas restrições, um debate público alargado sobre biologia sintética antes de qualquer novo desenvolvimento comercial ou político.
A Fundação pelas Ciências Cidadãs francesa, em colaboração com a Rede Europeia de Cientistas pela Responsabilidade Social e Ambiental, lançou uma petição dirigida sobretudo a cientistas e outros com responsabilidades de investigação (mas também aberta a qualquer cidadão) com vista à criação de apoio público ao Professor Gilles-Eric Séralini e aos seus colegas de investigação. Este grupo da Universidade de Caen, em França, publicou diversos artigos científicos demolidores do mito da sustentabilidade e segurança dos transgénicos. Desde então têm sido alvo de uma campanha orquestrada de descredibilização do seu trabalho e da sua respeitabilidade com o óbvio intuito de os silenciar. A petição está disponível em francês e inglês e foi dividida em duas secções: para cientistas e para não-cientistas.
Assinando esta carta dirigida à presidente do Congresso Nacional está a dar força à luta dos camponeses indianos por uma agricultura mais justa, inclusiva e segura. A Índia – conhecida como a maior democracia do mundo – tem implementado políticas anti-pequenos produtores e a favor dos interesses das maiores multinacionais. O resultado são centenas de milhar de suicídios de agricultores envididados... uma hecatombe silenciosa. Vale a pena apoiar esta luta!
A Fundação de Bill Gates (em parceria com a Fundação Rockefeller) lançou em 2006 a iniciativa AGRA (Aliança por uma Revolução Verde em África) com o objectivo de contribuir para a erradicação da pobreza e redução da fome no continente. Infelizmente a Fundação tem nomeado ex-funcionários da Monsanto para os seus postos de decisão e o resultado está à vista: promoção generalizada do modelo ocidental baseado em agricultura intensiva, transgénicos e abandono de práticas de baixo impacto. Estas políticas têm criado grande controvérsia e as críticas não páram de se avolumar. Para aumentar a pressão um conjunto de associações (AGRA Watch, Via Campesina e Community Alliance for Global Justice) lançaram uma petição pública mundial (em inglês) que merece o nosso apoio.
De 29 de Novembro a 10 de Dezembro de 2010 vai ter lugar em Cancún a próxima conferência mundial sobre as alterações climáticas, e a realização de uma "contra-cimeira", um encontro de povos e de outras verdades, só será possível com ajuda financeira vinda de apoiantes em todo o mundo. Esta acção é organizada pela Via Campesina, um movimento global de organizações de pequenos produtores e trabalhadores sem terra, mulheres e jovens.
Em Agosto de 2010 um tribunal federal americano determinou que o Ministério da Agricultura dos Estados Unidos (Departament of Agriculture - USDA) tinha aprovado ilegalmente o cultivo de beterrabas transgénicas para a indústria do açúcar, uma vez que não tinha sido realizado o devido estudo de impacto, tanto no ambiente como na agricultura. Este estudo só deverá terminar em 2012 mas entretanto, cedendo à pressão da Monsanto, o USDA enveredou por um subterfúgio por forma a permitir o cultivo desde já: classificou como "ensaios de campo" a beterraba transgénica que for produzida (e vendida) até 2012. Esta medida efectivamente esvazia de significado qualquer pretensão de protecção e precaução que a legislação em vigor (e a decisão do tribunal) pudessem ter. Para os europeus - e porque não é fácil detectar se o açúcar branco é transgénico ou não - isto significa que as exportações americanas passam a albergar novos riscos, além de abrir a porta para Monsanto começar a pressionar outros países para seguirem o mesmo caminho desastroso. O prazo para comentar é até 6 de Dezembro. Siga este endereço: https://secure3.convio.net/cfs/site/Advocacy?cmd=display&page=UserAction&id=349
A Avaaz é maior rede de ciber-activismo do mundo e em 2010 lançou (em colaboração com a Greenpeace) uma petição online na sequênica da aprovação da batata Amflora – o primeiro transgénico a ser aprovado para cultivo na Europa em 12 anos. A petição é dirigida ao presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, e pretende obter "uma moratória no que respeita à licença de cultivo de transgénicos na Europa e a criação de um organismo científico independente e ético para investigar o impacto das culturas de transgénicos e determinar a sua regulamentação". Em Outubro de 2010 atingiu-se o mínimo necessário de 1 milhão de assinaturas, mas aparentemente a presença portuguesa ainda está abaixo do desejável. A Avaaz pretende entregar estas assinaturas ao abrigo de um novo instrumento democrático previsto no Tratado de Lisboa que, embora ainda não esteja devidamente regulamentado, prevê que os cidadãos façam à Comissão Europeia "qualquer proposta adequada em matérias onde sintam que é necessária acção legal da União Europeia". Isto poderá significar que a Comissão - que nunca viu um transgénico de que não gostasse - será obrigada a fazer uma proposta para congelar a sua introdução.
Esta campanha pretende mostrar ao Ministro da Agricultura português que o arroz transgénico, sobre o qual vai ter de votar em Bruxelas, não deve ser aprovado. Para colaborar, basta mandar um email ao ministro.