Vitória para os suíços!

2010/03/09 - O parlamento suíço decidiu prolongar por mais três anos a moratória de cinco anos agora em vigor relativa ao cultivo de transgénicos no país. A moratória inicial tinha sido aprovada em 2005 através de referendo nacional, o que significa que a Suíça estará livre de transgénicos pelo menos até 2013.

Pode consultar o comunicado da Greenpeace.

Mais Testes com Transgénicos em Portugal - Por favor diga não!

Está aberta até às 24h de 28 de Março de 2010 a consulta pública sobre o pedido da Monsanto para ensaios de campo durante 3 anos com o milho transgénico NK 603. Se quiser mostrar a sua discordância é muito simples: assine e envie a carta tipo abaixo, com ou sem as suas alterações, para o email da consulta: cpogm@apambiente.pt
Se quiser que o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente também receba, inclua igualmente este email: agh@apambiente.pt
Depois de enviar, divulgue esta mensagem pelos seus amigos e conhecidos para que participem também!

A Evolução das Culturas Transgénicas na Europa e no Mundo

Fevereiro de 2010 - Embora a agricultura transgénica seja apontada frequentemente como uma boa solução para a fome, alterações climáticas e sustentabilidade da produção alimentar, os dados não parecem ir nesse sentido. Uma análise do que tem sido a evolução global da engenharia genética na agricultura revela que as plantas transgénicas estão a ser responsáveis por aumentos muito significativos na aplicação de pesticidas no continente americano, o que intensifica o consumo de petróleo e demais combustíveis fósseis e assim contribui para piorar as alterações climáticas.

Os números agora apresentados, relativos a 2009, também demonstram que o alastramento da produção de soja transgénica na América Latina tem acontecido à custa de desflorestação e desmatamento de áreas até então selvagens. Essa soja, por outro lado, não é usada para dar de comer a quem passa fome - ela é esmagadoramente encaminhada para a produção de rações que alimentam a produção animal consumida nos países mais desenvolvidos.

No global, a área ocupada por culturas transgénicas corresponde a apenas 3% da área agrícola mundial, e está concentrada em apenas seis países (que, juntos, abrangem 95% de toda a produção). Na União Europeia a área dedicada aos transgénicos tem vindo a reduzir-se há cinco anos consecutivos, com mais de 10% de contracção desde 2008. Além disso as grandes promessas agronómicas (resistência à seca, maior produtividade, resistência à salinidade, etc) também continuam por concretizar.

O relatório está disponível na íntegra: Who Benefits from GM Crops

Presidente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento fala sobre os transgénicos

2010/02/19 - A directora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e ex-primeira ministra da Nova Zelândia, Helen Clark, pronunciou-se sobre a introdução de transgénicos na agricultura em termos do seu potencial para resolver o desafio futuro de alimentar a humanidade. E o que disse foi muito claro: "Não acredito que os transgénicos sejam a solução para o problema da segurança alimentar." Helen Clark também falou das reais alternativas, que passam precisamente pelo oposto do que os transgénicos de facto representam.

Pode consultar a notícia original.

A Noruega diz NÃO às sementes geneticamente modificadas

2010/02/16 - "O principal instrumento para a segurança alimentar global é a produção alimentar nacional. Cada país tem a obrigação de fornecer alimento à sua própria população. Os desafios fundamentais relacionados com a fome não podem ser resolvidos apenas pelo comércio" assim acredita o Ministro da Agricultura e Alimentação da Noruega, Lars Pedder Brekk.

Sendo a agricultura a segunda maior indústria nacional da Noruega, fornecendo metade das necessidades do povo norueguês, não admira que ele veja, tal como a Índia, a necessidade de apoiar os agricultores do seu país face aos desafios da Organização Mundial de Comércio (OMC).

"Nós afirmamos que a agricultura está ligada ao local onde as pessoas vivem, onde têm as suas casas; queremos produção em todas as regiões do país" disse ele num encontro com jornalistas do jornal The Hindu.

Monsanto falsificou estudos, afirma um ex-director

2010/02/09 - Foi hoje tornada pública uma entrevista com Tiruvadi Jagadisan, um director executivo da Monsanto na Índia durante oito anos e que trabalhou quase duas décadas na empresa. Segundo Jagadisan, a Monsanto USA "costumava falsificar os estudos científicos" que eram apresentados ao governo indiano para obter aprovações dos seus produtos [à época tratava-se essencialmente de pesticidas], estudos esses que o governo aceitava directamente porque não levava a cabo nenhum estudo independente que permitisse verificar a validade dos dados da Monsanto. Este gestor acabou por se demitir da empresa por considerar que a Monsanto "estava a explorar o nosso país".
Curiosamente, na União Europeia também nunca é feita nenhuma avaliação independente dos estudos apresentados pela Monsanto. Será que...

Pode ser descarregada aqui a notícia original.

Ciência: Três transgénicos em circulação são inseguros

2009/12/14 - Naquele que já é considerado o mais sistemático estudo científico até à data de três importantes tipos de milho transgénico em circulação (MON 810, MON 863 e NK 603, todos da Monsanto), investigadores das universidades francesas de Caen e Rouen demonstraram numerosos efeitos secundários negativos associados ao seu consumo. A avaliação teve por base os dados obtidos com animais de laboratório pela própria empresa Monsanto, que foi obrigada a entregá-los por decisão judicial. Ficamos a saber que estes transgénicos causam alterações a nível do fígado, rins, coração, glândulas adrenais, baço e sistema sanguíneo. A dimensão do impacto varia com o transgénico, com a dose envolvida e com o sexo dos animais. Estes resultados são suficientes para justificar a aplicação do princípio da precaução e levar à suspensão imediata da circulação comercial destas três variedades. Mas se, como é hábito, outros valores mais altos se levantarem, é garantido que a protecção da saúde dos europeus não vai ter prioridade alguma.

O artigo científico está disponível para descarregar: "A Comparison of the Effects of Three GM Corn Varieties on Mammalian Health"

O preço das sementes GM não pára de subir

2009/12/03 - Um relatório publicado hoje mostra que o custo das sementes transgénicas nos Estados Unidos tem subido muito acima do que se verifica para as sementes convencionais, o que se reflecte numa descida do lucro dos produtores. Neste trabalho verifica-se que, nos 25 anos entre 1975 e 2000 o preço da semente de soja não transgénica subiu uns modestos 63%. Mas a semente de soja transgénica nos nove anos desde 2000 aumentou de preço desmedidamente: 230% ! E em 2010 a variedade de soja transgénica Roundup Ready 2 vai custar mais 42% do que custava em 2009.
Para o milho transgénico SmartStax as sementes custam mais do dobro das de milho convencional de topo. E com o algodão transgénico o custo está seis vezes! acima do das sementes convencionais mais produtivas.

O documento está disponível para descarregar: "The Magnitude and Impacts of the Biotech and Organic Seed Price Premium"

Afinal os animais que comem transgénicos ficam mesmo diferentes!

2009/11/18 - Pela primeira vez um organismo oficial admitiu que os animais alimentados com ingredientes transgénicos ficam diferentes daqueles cuja dieta é livre de OGM. Passou-se na Nova Zelândia, com a New Zealand Commerce Commisssion que teve de decidir se um anúncio televisivo de Inghams, um produtor de rações e de galinhas, continha ou não publicidade enganosa quando referia que as suas galinhas - alimentadas com transgénicos - eram iguais às restantes. A empresa aceitou a decisão e retirou o anúncio.

Revelado aumento dramático no uso de pesticidas associado aos cultivos transgénicos


2009/11/17 - Um novo relatório publicado hoje enterrou o mito frequentemente ouvido de que as culturas transgénicas necessitam de menos pesticidas. Com números objectivos e oficiais do Departamento de Agricultura americano foi possível verificar essa subida significativa, resultante em grande medida do facto de que estão a aparecer cada vez mais infestantes resistentes aos herbicidas aplicados em transgénicos. Para o milho, soja e algodão transgénicos ocorreu um aumento acumulado de consumo de 144 mil toneladas de herbicida no total dos treze anos desde que se iniciou o seu cultivo nos Estados Unidos. Em média (dados de 2008), as culturas transgénicas obrigaram a um uso de mais 26% quilos de pesticida por hectare do que as culturas não-transgénicas.

Para ler o documento basta clicar: "Impacts of Genetically Engineered Crops on Pesticide Use - The First Thirteen Years"

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