ACTUALIZAÇÃO EM 2010/10/14 - O Concelho Europeu de Ministros de Ambiente discutiu hoje esta proposta da Comissão Europeia. Segundo as conclusões publicadas, muitos dos Estados Membros levantaram inúmeras questões e dificuldades e nada ficou decidido. Claro é que as decisões do Concelho de 2008 (ver mais abaixo) não podem ser esquecidas, como a Comissão aparentemente gostaria.
ACTUALIZAÇÃO EM 2010/09/27 - Foi hoje a reunião do Concelho Europeu de Ministros da Agricultura, onde pela primeira vez os Estados Membros tiveram a oportunidade de comentar esta proposta da Comissão. Embora o Comissário Dalli tenha divulgado uma boa notícia – as questões sociais e económicas deverão passar a fazer parte do processo de análise de risco de transgénicos em vigor na União – os Estados Membros deixaram claro que não percebem a lógica da proposta de renacionalização. A França, a Itália, a Alemanha, e a Espanha, entre outros, dificilmente estarão disponíveis para uma negociação de consensualização. As discussões vão continuar no Concelho de Ambiente, que deve reunir em breve.

2010/07/13 - A Comissão Europeia (CE) tem estado num beco sem saída por não conseguir, por muito que tente, abrir as comportas para os transgénicos entrarem livremente na União - a tal ponto que optou agora por recorrer a opções "engenhosas" que tenta passar para a comunicação social como benesses oferecidas do alto da sua magnanimidade.
Hoje foi divulgada - e, para todos os efeitos, entrou em vigor - uma nova atitude da CE face aos transgénicos que promete genericamente o seguinte: ao contrário do que acontecia antes, em que todos os países tinham de aceitar o cultivo de transgénicos quando ele era aprovado a nível europeu, os Estados Membros podem agora anular essa aprovação para o respectivo território.
Esta renacionalização parece boa ideia, e tanto governos como ambientalistas deviam estar entusiasmados. Mas então porque é que não estão? O ministro francês da agricultura, por exemplo, mostrou-se completamente contra, afirmando que esta mudança leva as coisas "na direcção errada". A sua congénere espanhola partilha da mesma opinião. As razões do descontentamento são várias.
Primeiro há a questão do reverso da medalha. Esta "oferta" representa na verdade um negócio, em que os Estados Membros em troca têm de reconhecer à Comissão a legitimidade de aprovar todos os transgénicos que entender, seja para cultivo ou para importação.