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Arroz

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Decisão histórica do Ministro da Agricultura!

ACTUALIZAÇÃO A 16 DE JULHO DE 2010 - A posição de recusa do arroz transgénico por parte do Ministro da Agricultura foi bem recebida pelas associações ligadas à agricultura e produção de arroz, nomeadamente do distrito de Setúbal, que a classificaram como uma "óptima notícia".

Ministro da Agricultura António Serrano


2010/07/14 - O Ministro António Serrano anunciou hoje que o governo irá votar em Bruxelas contra a aprovação do arroz transgénico LL62 da Bayer. A divulgação surge na sequência de reunião havida ontem entre o Ministro e a Plataforma Transgénicos Fora e após meses de campanha pública com vista à sensibilização daquele responsável.

As razões para esta posição política são sobretudo de duas índoles: segurança alimentar e concorrência económica. No tocante à primeira, segundo o ministro, o arroz transgénico "em muitas análises mostrou algumas fragilidades". E quanto à segunda o ministro acrescentou que o arroz transgénico concorre "diretamente com variedades portuguesas que queremos proteger, nomeadamente o arroz carolino". O ministro mostrou-se particularmente sensibilizado para o facto de que este transgénico é para consumo humano directo, ao contrário dos restantes transgénicos em circulação (que são essencialmente canalizados para as rações animais).

As razões da Plataforma Transgénicos Fora, essas, foram já apresentadas neste documento detalhado.

O ministro e o governo estão de parabéns!

         

Diga o que pensa a quem manda!

ACTUALIZAÇÃO A 14 DE JULHO DE 2010 - Grande vitória! Após meses de campanha, e depois de ter reunido ontem, 13 de Julho, com a Plataforma Transgénicos Fora, o Ministro da Agricultura António Serrano anunciou que o nosso governo vai estar contra a aprovação do arroz transgénico "ao nível técnico e ao nível político". Falta agora conseguir que um número suficiente de países faça o mesmo nas votações em Bruxelas!

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Pela primeira vez uma empresa (a alemã Bayer) pretende comercializar arroz transgénico na União Europeia. Até aqui as plantas transgénicas estavam praticamente limitadas às rações animais. Mas agora a engenharia genética vai chegar directamente ao nosso prato. O que fazer?

1º passo: Informe-se!

SABIA QUE...

... o arroz é o alimento mais importante do mundo? Mais de metade da população mundial come arroz todos os dias. E, de entre os europeus, os portugueses são os maiores consumidores de arroz: cada um de nós come em média cerca de 17 quilos por ano!

... a empresa Bayer pretende que a União Europeia aprove em 2010 a importação e consumo do arroz LL62, um arroz transgénico que é muito diferente do arroz convencional tanto em termos de vitaminas (B5 e E), como em cálcio, ferro e ácidos gordos?

Clique aqui para continuar a ler!

         

Tudo o que sempre quis saber sobre arroz transgénico e não tinha a quem perguntar

Riscos do Arroz Transgénico

2010/07/05 - A Plataforma divulga hoje um documento essencial para o debate nacional sobre o arroz transgénico: Arroz Transgénico em Portugal: Riscos de uma Aprovação e Razões para uma Recusa. Para saber o que a Bayer pretende, em que é que o seu arroz transgénico é diferente, porque é que isso acarreta uma maior exposição a um herbicida tóxico mesmo depois dele ter sido proibido, porque é que os orizicultores ficam a perder e onde é que Portugal pode (e deve intervir), não deixe de ler e partilhar com amigos e família.

         

China: A busca do facto consumado

2010/06/25 - O governo chinês ainda não permitiu a circulação e cultivo de arroz transgénico, mas isso não parece estar a impedir o seu comércio. Há já vários anos que a União Europeia tem vindo a detectar arroz transgénico não autorizado em importações chinesas, e agora as notícias começam a chegar com o retrato de uma situação fora de controlo. Embora o governo chinês dê alguns sinais de estar a tentar circunscrever o desastre, as toneladas de arroz transgénico que aparentemente estão em circulação mostram com clareza qual a estratégia subjacente: quem produz estas sementes oferece-as em grandes quantidades aos agricultores até criar um facto consumado e assim forçar a sua legalização. Garantias de segurança, rotulagem, segregação, direito à escolha, protecção contra a irreversibilidade... qual quê? O que parece comandar é a maximização do lucro de alguns, independentemente do impacto em todos os outros.

Notícia original: Genetically Modified Rice Seeds Discovered in Hunan Province

         

Arroz no Brasil: Suspiro de alívio (para já)

Bagos de arroz
2010/06/24 - O Brasil esteve a poucos dias de lançar o cultivo comercial de arroz transgénico. Teria sido o primeiro país no mundo a fazê-lo. Mas, debaixo de pressão por parte de produtores e da indústria, a Bayer decidiu retirar - temporariamente - o pedido de autorização. Excelente notícia, enquanto durar.

Notícia original: Bayer retira arroz modificado da pauta da CTNBio

         

Arroz: Quando até os defensores de transgénicos reconhecem que é melhor não manipular

Questão Difícil!2010/06/20 - ADIVINHA: Que investigador(a) bem conhecido pela sua defesa intransigente dos alimentos transgénicos é que vem entrevistado na revista Pública de hoje onde diz (assumindo que o artigo está fiel) que é preferível melhorar o arroz de forma convencional porque a engenharia genética seria uma inovação mal recebida?
A resposta está aqui.

         

Parlamento: Apresentado Projecto de Resolução contra o arroz transgénico

2010/06/11 - O Bloco de Esquerda apresentou na Assembleia da República o Projecto de Resolução que "Recomenda ao Governo que Rejeite a Comercialização de Arroz Transgénico LLRice62", onde propõe que o governo vote contra a sua aprovação e bloqueie a sua entrada, no caso de mesmo assim vir a ser aprovado para a União Europeia. A discussão no Parlamento deve decorrer a partir de 15 de Setembro. Eis alguns dos argumentos apresentados pelo BE:

«Este arroz transgénico é resistente ao herbicida glufosinato de amónio, o qual foi proibido em 2009 na União Europeia por ser considerado perigoso químico de efeitos carcinogénicos, mutagénicos e tóxicos. Ora, permitir a comercialização de um arroz cultivado com uso elevado deste herbicida, e quando estudos já demonstraram a presença de resíduos do mesmo nos bagos de arroz, significa colocar riscos para a saúde pública.

Para Portugal, o país europeu com maior consumo de arroz e onde a produção assume extrema importância, com 151 mil toneladas anuais e 69 milhões de euros de rendimento para a economia portuguesa, permitir a comercialização de arroz transgénico no espaço europeu e português terá consequências dramáticas. Não só esta autorização colocará em causa um dos mais importantes pilares da alimentação dos portugueses, como introduzirá mais factores de concorrência a que dificilmente os orizicultores nacionais poderão fazer face, para além de agravar o saldo da balança comercial e de pagamentos, cujo défice global já ascende aos 3,5 mil milhões de euros.

         

O Ministério da Agricultura pronunciou-se sobre o arroz transgénico

Arroz branco

2010/05/26 - Em Abril de 2010 o Bloco de Esquerda tinha colocado ao governo, através do Parlamento, quatro perguntas sobre a decisão de autorizar ou não o arroz transgénico em Portugal e na União Europeia. Agora o Ministério da Agricultura respondeu - as respostas estão sintetizadas abaixo:

1 - Vai o Ministério tomar posição junto da União Europeia para que não seja autorizada a entrada de arroz transgénico no espaço europeu?

O governo não diz se já tomou a decisão final sobre qual será o voto de Portugal nesta decisão europeia, embora refira que "ainda está aberto ao debate com a Comissão e os Estados-Membros". O Ministério reconhece que além da análise de risco científica emitida pela Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (AESA) também devem ser considerados factores económicos, sociais, tradicionais, éticos e ambientais.

2 - Irá o Ministério rejeitar a comercialização e cultivo deste arroz transgénico no país caso a União Europeia tome a decisão irresponsável de o autorizar?

O Ministério não está a avaliar a questão do cultivo porque o pedido da Bayer é apenas para importação e consumo.

3 - Tem o Ministério conhecimento dos estudos que apontam riscos para a saúde pública colocados pelo consumo de transgénicos, em particular desta variedade de arroz?

O Ministério não conhece nenhum estudo que ponha em causa a segurança dos transgénicos em circulação na UE.

4 - Conhece o Ministério os casos de contaminação provocados pelo cultivo deste arroz noutros países ou os estudos que apontam os seus riscos?

O Ministério responde que o arroz ainda não está autorizado para consumo nem para cultivo na UE.

COMENTÁRIO DA PLATAFORMA TRANSGÉNICOS FORA

A resposta do Ministério pretende ser politicamente correcta, mas não deixa de entrar num diálogo de surdos. Na pergunta 2, em que claramente se questiona se se vai ou não posicionar contra a comercialização e cultivo de arroz transgénico, o Ministério responde apenas à parte do cultivo, escudando-se no facto de que neste momento a Bayer não está a pedir autorização para cultivo para dizer que não tem posição. Na pergunta 1 também dá uma resposta escorregadia, não dizendo se já tem ou não opinião formada. Esperemos que isto signifique que o Ministério pretende para já manter as opções em aberto, e não que seja apenas incapacidade política de assumir que pretende votar a favor (ou abster-se, que resulta exactamente no mesmo).

         

TRANSGÉNICOS NA EUROPA: O ADEUS AO ARROZ?

2010/04/17 _ Votar não ao arroz transgénico é prevenir para não ter de remediar
O Ministério da Agricultura vai ser chamado – tudo indica que em 2010 – a votar em Bruxelas a proposta de aprovação para importação e comercialização da primeira variedade de arroz transgénico na União Europeia, que é também o primeiro transgénico dirigido essencialmente ao consumo humano. Porque é em Portugal que mais se come arroz per capita em toda a Europa, e porque os portugueses são dos europeus menos informados sobre agricultura transgénica, é urgente lançar o debate público sobre o que representa a transformação irreversível deste pilar da nossa gastronomia e alimentação e, desta forma, garantir que o governo não decide sozinho...

         
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