A Evolução das Culturas Transgénicas na Europa e no Mundo

A Evolução das Culturas Transgénicas na Europa e no Mundo

Fevereiro de 2010 – Embora a agricultura transgénica seja apontada frequentemente como uma boa solução para a fome, alterações climáticas e sustentabilidade da produção alimentar, os dados não parecem ir nesse sentido. Uma análise do que tem sido a evolução global da engenharia genética na agricultura revela que as plantas transgénicas estão a ser responsáveis por aumentos muito significativos na aplicação de pesticidas no continente americano, o que intensifica o consumo de petróleo e demais combustíveis fósseis e assim contribui para piorar as alterações climáticas.

Os números agora apresentados, relativos a 2009, também demonstram que o alastramento da produção de soja transgénica na América Latina tem acontecido à custa de desflorestação e desmatamento de áreas até então selvagens. Essa soja, por outro lado, não é usada para dar de comer a quem passa fome – ela é esmagadoramente encaminhada para a produção de rações que alimentam a produção animal consumida nos países mais desenvolvidos.

No global, a área ocupada por culturas transgénicas corresponde a apenas 3% da área agrícola mundial, e está concentrada em apenas seis países (que, juntos, abrangem 95% de toda a produção). Na União Europeia a área dedicada aos transgénicos tem vindo a reduzir-se há cinco anos consecutivos, com mais de 10% de contracção desde 2008. Além disso as grandes promessas agronómicas (resistência à seca, maior produtividade, resistência à salinidade, etc) também continuam por concretizar.

O relatório está disponível na íntegra: Who Benefits from GM Crops

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