OGM e Alergias – Parte 2: o milho GM

OGM e Alergias – Parte 2: o milho GM

INSTITUTE FOR RESPONSIBLE TECHNOLOGY
Boletim de Junho de 2007

OS ALIMENTOS GENETICAMENTE MODIFICADOS PODEM AUMENTAR AS ALERGIAS ALIMENTARES

Parte 2 – MILHO GENETICAMENTE MODIFICADO

A indústria da engenharia genética gosta de dizer que vende culturas geneticamente modificadas (GM) que resistem às pragas. Isto poderia induzir a imagem de insectos a afastar-se dos campos com culturas GM. Mas “resistir às pragas” é apenas um eufemismo que na verdade significa “contém um pesticida letal”. Quando os insectos ingerem a planta GM o pesticida perfura-lhes o estômago e morrem.



A ideia de que comemos esse mesmo pesticida tóxico a cada dentada não poderia ser menos tentadora. Mas as multinacionais e a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar – que decide sobre a autorização destes alimentos – dizem para não nos preocuparmos. Elas argumentam que o pesticida chamado Bt (Bacillus thurigiensis) é produzido naturalmente por uma bactéria do solo e tem sido usado sem problemas há décadas. A agricultura biológica, por exemplo, costuma pulverizar o Bt como método natural de controlo de insectos. Por engenharia genética o gene que produz o Bt nas bactérias é inserido no DNA das plantas de milho (ou outras espécies) e assim a planta já pode fazer o serviço e o agricultor não tem com que se preocupar. Além disso também nos é dito que a toxina Bt é destruída rapidamente no nosso estômago e, ainda que sobrevivesse, como os humanos e os outros mamíferos não têm receptores para a toxina, de qualquer forma não haveria interacção nem impacto na saúde.

Estes argumentos, contudo, são apenas isso – suposições sem confirmação. A investigação científica conta uma história bem diferente.

O BT PULVERIZADO PODE SER PERIGOSO PARA HUMANOS

Quando o Bt natural foi pulverizado por via aérea sobre regiões dos estados norte-americanos de Vancouver e Washington para combater a lagarta do sobreiro, cerca de 500 pessoas queixaram-se de reacções – a maior parte de tipo alérgico ou gripal. Seis pessoas foram tratadas nas urgências devido a alergias ou asma.(1),(2) Os trabalhadores que fizeram a pulverização do Bt queixaram-se de irritação ocular, nasal, da garganta e pulmonar, (3) e alguns desenvolveram anticorpos contra o Bt.(4) Estão registados casos em que agricultores expostos ao Bt natural em forma líquida tiveram reacções, incluindo infecções, úlceras da córnea,(5) irritações cutâneas, ardência, inchaços e vermelhidão. (6) Uma mulher que foi atingida acidentalmente pela vaporização do Bt ficou febril, com delírios e ataques.(7) De facto, as autoridades há muito reconheceram que “Pessoas com sistemas imunitários deficientes ou com um histórico de alergias podem ser particularmente sensíveis aos efeitos do Bt.”(8). O departamento de saúde do estado americano do Oregon avisou que “pessoas com […] desordens imunitárias graves devem ponderar o abandono da região durante períodos de pulverização.”(9) Um fabricante de Bt para pulverização avisa: “A exposição repetida por inalação pode resultar em sensitização e resposta alérgica em indivíduos hipersensíveis.”(10) Estes factos deitam por terra as alegações de que o Bt não interage com seres humanos.

Quanto às afirmações de que o Bt é completamente destruído no sistema digestivo, estudos com ratos também as desmentem completamente. Ratos alimentados com toxina Bt apresentaram respostas imunitárias significativas – tão fortes como com a toxina da cólera. Além disso, o Bt induziu reacções imunitárias a substâncias até aí inócuas. Isto sugere que a exposição ao Bt pode tornar as pessoas alérgicas a uma vasta gama de substâncias.(11), (12) Os próprios especialistas da EPA (Agência Americana de Protecção Ambiental) declararam que estes estudos com ratos e agricultores “sugerem que as proteínas Bt podem actuar como fontes alergénicas e antigénicas.”(13)

A TOXINA NAS PLANTAS GM É MAIS PERIGOSA DO QUE A VERSÃO NATURAL

A toxina Bt produzida pelas culturas GM é “profundamente diferente das [toxinas Bt] usadas na agricultura convencional e biológica e na silvicultura.”(14) Antes de mais as plantas GM produzem 3 000 a 5 000 vezes a quantidade de toxina empregue em pulverizações. O Bt pulverizado é destruído ao fim de poucos dias, duas semanas no máximo, pela luz solar,(15) altas temperaturas ou por substâncias nas folhas das plantas, e pode ser “lavado pela chuva das folhas para o solo,”(16) ou ainda lavado pelos consumidores. Por outro lado, numa planta GM o Bt é produzido continuamente em cada uma das células, não podendo ser lavado ou dissipado pelo tempo.

A versão natural do Bt, produzida pelas bactérias, está inactiva até chegar ao estômago alcalino de um insecto. Uma vez em meio alcalino um “fecho de segurança” é removido e só então o Bt se torna tóxico. Mas a sequência natural do gene do Bt foi modificada por engenharia genética antes da inserção nas plantas. A toxina Bt produzida em plantas vem geralmente sem esse fecho de segurança, o que faz com que esteja permanentemente activa. Esta diferença crucial pode levar a que o Bt de origem transgénica possa desencadear uma resposta imunitária mais intensa e mais alargada do que a variedade natural.(17)

A TOXINA BT NÃO PASSA NOS ESTUDOS DE SEGURANÇA MAS MESMO ASSIM É UTILIZADA

Não é possível verificar com testes se uma proteína GM introduzida pela primeira vez num alimento não vai causar alergias em pessoas. A Organização Mundial da Saúde (WHO) e a Organização da Agricultura e Alimentação (FAO), ambas das Nações Unidas, identificaram critérios para reduzir a probabilidade de culturas GM alergénicas serem aprovadas.(18) É sugerido analisar uma proteína GM de acordo com os seguintes aspectos: 1) semelhança entre a sua sequência de aminoácidos e a de alergéneos conhecidos; 2) estabilidade na digestão; e 3) estabilidade à temperatura. Estas propriedades não permitem prever alergenicidade mas a sua presença, segundo os especialistas, deve ser suficiente para rejeitar a planta GM ou, no mínimo, exigir mais estudos. A toxina Bt produzida no milho GM falha estes três critérios.

Por exemplo a variedade de toxina Bt encontrada nas variedades de milho Yield Guard da Monsanto e Bt 11 da Syngenta é conhecida como Cry1AB. Em 1998 um cientista da FDA [Autoridade dos Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos] descobriu que a Cry1AB apresentava uma sequência de 9 a 12 aminoácidos igual à encontrada na vitelogenina, um alergéneo da gema de ovo. O estudo concluía “que a semelhança […] pode ser suficiente para obrigar a uma avaliação adicional.”(19) Mas nada do género foi feito.(20)

A Cry1Ab é também muito resistente à digestão e ao calor.(21) É quase tão estável como a toxina Bt produzida pelo milho StarLink. O StarLink é uma variedade GM que não aprovada para consumo humano pelo governo americano pois se receou que, por ser tão estável, pudesse desencadear alergias.(22) Embora fosse cultivada apenas para alimentação animal, em 2000 acabou por contaminar a cadeia alimentar americana. Milhares de consumidores queixaram-se acerca de efeitos na saúde e mais de 300 artigos foram retirados do mercado. Depois do incidente com o StarLink os conselheiros científicos da EPA pediram “vigilância e acompanhamento clínico dos indivíduos expostos” para “confirmar a alerginicidade dos produtos Bt.”(23) Novamente, tal não aconteceu.

O ALGODÃO BT DESENCADEIA REACÇÕES ALÉRGICAS

Em 2005 um relatório de investigadores médicos descreve uma descoberta escandalosa na Índia. Centenas de trabalhadores agrícolas estão a desenvolver reacções alérgicas moderadas ou severas quando expostos ao algodão Bt. Isto inclui os que fazem a apanha, o transporte, a limpeza ou simplesmente os que se encostam a este algodão GM. Alguns numa fiação têm de tomar anti-histamínicos diariamente para poder trabalhar. As reacções apenas são desencadeadas pelas variedades Bt.(24) Além disso os sintomas são praticamente idênticos aos descritos pelas 500 pessoas em Vancouver e Washington que foram apanhadas pela pulverização com Bt. A única diferença é que, além de todos os sintomas abaixo, a exposição por pulverização na América do Norte também induziu o sintoma “exacerbar de asma”:
– Espirros
– Corrimento nasal
– Olhos vermelhos, lacrimejantes
– Pele com comichão, ardência, inflamação, inchaço, vermelhidão, erupções
– Febre, algumas pessoas internadas no hospital

Não existem relatórios sobre efeitos similares nos Estados Unidos, onde 83% do algodão é Bt, mas nas culturas americanas a apanha é mecânica e não manual.

A experiência dos trabalhadores indianos impõe uma questão óbvia: durante quanto tempo é que a toxina Bt se mantém activa no algodão? Há algum risco em usar fraldas, tampões, ou ligaduras? Neste último caso, se a toxina Bt interferir com a cicatrização ou cura pode ser um grande desastre. Com os diabéticos, por exemplo, feridas não curadas podem levar à amputação. A semente do algodão é também aproveitada para óleo alimentar. Os métodos normalmente empregues para a extracção provavelmente destroem a toxina, embora o óleo de pressão a frio possa conter ainda alguma. Além das sementes, outras partes da planta do algodão são geralmente usadas como alimento animal. O próximo boletim desta série sobre toxicidade apresenta evidências de doença e mortes de animais alimentados com algodão Bt.

O PÓLEN DO MILHO BT PODE CAUSAR ALERGIAS

A toxina Bt produzida pelo milho GM ainda pode estar intacta quando é comida. Também está presente no pólen, o qual pode ser respirado. Em 2003, quando um campo de milho Bt estava a produzir pólen, uma aldeia filipina adjacente com cerca da 100 pessoas foi praticamente toda acometida por uma doença. Os sintomas incluíam dores de cabeça, tonturas, fortes dores de estômago, vómitos, dores no peito, febre e alergias, assim como reacções respiratórias, intestinais e de pele. Os sintomas apareceram primeiro naqueles que viviam mais próximo do campo de milho GM e foram alastrando. Amostras de sangue de 39 indivíduos permitiram detectar a presença de anticorpos contra a toxina Bt o que dá força, embora não prove, uma ligação directa entre o Bt e os sintomas. Quando o mesmo milho foi plantado no ano seguinte em quatro outras aldeias, os sintomas reapareceram em todas elas e apenas durante a altura da polinização.

Os perigos potenciais de respirar pólen GM tinham sido identificados numa carta para a FDA americana enviada em 1998 pelo Ministério da Agricultura britânico. Este avisava inclusivamente que o transgene presente no pólen poderia passar para o DNA das bactérias do sistema respiratório, quando inalado.(25) Embora não tivessem sido feitos estudos para verificar este risco, anos mais tarde cientistas ingleses vieram a confirmar que, após o consumo de soja GM, o transgene pode de facto passar para o DNA das bactérias intestinais. Se isto também acontecer com o gene Bt, anos após ter deixado de comer tortillas de milho GM as nossa bactérias intestinais ainda estarão a produzir toxina Bt nos nossos intestinos.

ESTUDOS MOSTRAM RESPOSTAS IMUNITÁRIAS ÀS CULTURAS GM

Há estudos que confirmam que as culturas GM manipuladas por forma a produzir pesticidas podem provocar respostas imunitárias em animais de laboratório. Um estudo da Monsanto sobre o milho Bt Mon 863 em ratos, que só foi tornado público após intervenção judicial, detectou um aumento significativo de três tipos de células sanguíneas relacionadas com o sistema imunitário: basófilos, linfócitos e glóbulos brancos totais.(26)

Cientistas australianos pegaram num gene insecticida (não Bt) de um feijão e introduziram-no numa ervilha com a esperança de matar o gorgulho da mesma. Estas ervilhas GM tinham passado os testes normalmente utilizados para aprovar culturas GM e estavam a caminho de ser comercializadas. Os autores do projecto decidiram realizar um estudo adicional com ratos, de um tipo que nunca tinha sido aplicado a variedades GM. Quando analisaram o pesticida no seu estado natural, isto é, a versão produzida pelos feijões de origem, a proteína não era prejudicial para os ratos. Mas a “mesma” proteína, quando produzida pela ervilha GM, causou respostas inflamatórias nos ratos o que levou a concluir que poderia causar alergias em humanos. De alguma forma a proteína passou de inofensiva para potencialmente mortal apenas por ter mudado de planta. Os investigadores acreditam que isso se ficou a dever a mudanças subtis e imprevisíveis no padrão de açúcares ligados à proteína. A ervilha GM acabou por não ser comercializada, mas a questão central é esta: a lei europeia e americana não obriga a que esse tipo de mudanças subtis mas de efeito letal sejam analisados antes de os transgénicos irem para o mercado.

Batatas GM modificadas com um terceiro tipo de insecticida também causaram efeitos imunitários em ratos.(27) Análises ao sangue mostraram que as respostas imunitárias eram mais lentas e que os órgãos associados à função imunitária também pareciam estar afectados. Tal como nas ervilhas, o insecticida no seu estado natural era inofensivo para os ratos. A causa dos problemas de saúde residia portanto nalguma mudança imprevista desencadeada pelo processo da engenharia genética. E, tal como nas ervilhas, se as batatas GM apenas tivessem sido submetidas aos testes normalmente empregues por lei, elas teriam sido aprovadas.

As reações alérgicas são uma resposta defensiva do sistema imunitário a um irritante externo que por vezes acabam por se tornar prejudiciais para o próprio organismo. O corpo interpreta algo como estranho, diferente e ofensivo e reage em conformidade. Todos os alimentos GM têm, por definição, alguma coisa estranha e diferente. Segundo Arpad Pusztai, um dos maiores especialistas britânicos de segurança alimentar, “uma característica consistente em todos os estudos, publicados ou não publicados, […] é aparecerem graves problemas imunitários nos animais alimentados com plantas GM.”(28)

Para além das respostas imunitárias, vários estudos e relatórios apontam para a toxicidade dos alimentos GM. No próximo boletim desta série serão analisados os dados sobre milhares de animais doentes, estéreis ou mortos devido ao consumo de culturas GM.

Jeffrey M. Smith é autor do recente livro ROLETA GENÉTICA: Os Riscos Documentados para a Saúde dos Alimentos Geneticamente Modificados, que apresenta 65 riscos em desdobráveis de duas páginas muito fáceis de ler. O seu primeiro livro, AS SEMENTES DA ENGANAÇÃO, é número 1 nas vendas mundiais de livros sobre alimentos GM. Jeffrey M. Smith é Director Executivo do INSTITUTE FOR RESPONSIBLE TECHNOLOGY. Visite https://www.seedsofdeception.com para saber mais acerca do trabalho do Instituto.

Referências

[1] Washington State Department of Health, “Report of health surveillance activities: Asian gypsy moth control program,” (Olympia, WA: Washington State Dept. of Health, 1993).



[2] M. Green, et al., “Public health implications of the microbial pesticide Bacillus thuringiensis: An epidemiological study, Oregon, 1985-86,” Amer. J. Public Health 80, no. 7(1990): 848-852.



[3] M.A. Noble, P.D. Riben, and G. J. Cook, “Microbiological and epidemiological surveillance program to monitor the health effects of Foray 48B BTK spray” (Vancouver, B.C.: Ministry of Forests, Province of British Columbi, Sep. 30, 1992).



[4] A. Edamura, MD, “Affidavit of the Federal Court of Canada, Trial Division. Dale Edwards and Citizens Against Aerial Spraying vs. Her Majesty the Queen, Represented by the Minister of Agriculture,” (May 6, 1993); as reported in Carrie Swadener, “Bacillus thuringiensis (B.t.),” Journal of Pesticide Reform, 14, no, 3 (Fall 1994).



[5] J. R. Samples, and H. Buettner, “Ocular infection caused by a biological insecticide,” J. Infectious Dis. 148, no. 3 (1983): 614; as reported in Carrie Swadener, “Bacillus thuringiensis (B.t.)”, Journal of Pesticide Reform 14, no. 3 (Fall 1994)



[6] M. Green, et al., “Public health implications of the microbial pesticide Bacillus thuringiensis: An epidemiological study, Oregon, 1985-86,” Amer. J. Public Health, 80, no. 7 (1990): 848-852.



[7] A. Edamura, MD, “Affidavit of the Federal Court of Canada, Trial Division. Dale Edwards and Citizens Against Aerial Spraying vs. Her Majesty the Queen, Represented by the Minister of Agriculture,” (May 6, 1993); as reported in Carrie Swadener, “Bacillus thuringiensis (B.t.),” Journal of Pesticide Reform, 14, no, 3 (Fall 1994).



[8] Carrie Swadener, “Bacillus thuringiensis (B.t.),” Journal of Pesticide Reform 14, no. 3 (Fall 1994).



[9] Health effects of B.t.: Report of surveillance in Oregon, 1985-87. Precautions to minimize your exposure (Salem, OR: Oregon Departmentof Human Resources, Health Division, April 18, 1991).



[10] Material Safety Data Sheet for Foray 48B Flowable Concentrate (Danbury, CT: Novo Nordisk, February, 1991).



[11] Vazquez et al, “Intragastric and intraperitoneal administration of Cry1Ac protoxin from Bacillus thuringiensis induces systemic and mucosal antibody responses in mice,” Life Sciences, 64, no. 21 (1999): 1897-1912; Vazquez et al, “Characterization of the mucosal and systemic immune response induced by Cry1Ac protein from Bacillus thuringiensis HD 73 in mice,” Brazilian Journal of Medical and Biological Research 33 (2000): 147-155.



[12] Vazquez et al, “Bacillus thuringiensis Cry1Ac protoxin is a potent systemic and mucosal adjuvant,” Scandanavian Journal of Immunology 49 (1999): 578-584. See also Vazquez-Padron et al., 147 (2000b).



[13] EPA Scientific Advisory Panel, “Bt Plant-Pesticides Risk and Benefits Assessments,” March 12, 2001: 76. Available at:https://www.epa.gov/scipoly/sap/2000/october/octoberfinal.pdf



[14] Terje Traavik and Jack Heinemann, “Genetic Engineering and Omitted Health Research: Still No Answers to Ageing Questions, 2006. Cited in their quote was: G. Stotzky, “Release, persistence, and biological activity in soil of insecticidal proteins from Bacillus thuringiensis,” found in Deborah K. Letourneau and Beth E. Burrows, Genetically Engineered Organisms. Assessing Environmental and Human Health Effects (cBoca Raton, FL: CRC Press LLC, 2002), 187-222.



[15] C. M. Ignoffo, and C. Garcial, “UV-photoinactivation of cells and spores of Bacillus thuringiensis and effects of peroxidase on inactivation,” Environmental Entomology 7 (1978): 270-272.



[16] BT: An Alternative to Chemical Pesticides, Environmental Protection Division, Ministry of Environment, Government of British Columbia, Canada, https://www.env.gov.bc.ca/epd/epdpa/ipmp/fact_sheets/BTfacts.htm



[17] Ver, por exemplo, A. Dutton, H. Klein, J. Romeis, and F. Bigler, “Uptake of Bt-toxin by herbivores feeding on transgenic maize and consequences for the predator Chrysoperia carnea,” Ecological Entomology 27 (2002): 441-7; and J. Romeis, A. Dutton, and F. Bigler, “Bacillus thuringiensis toxin (Cry1Ab) has no direct effect on larvae of the green lacewing Chrysoperla carnea (Stephens) (Neuroptera: Chrysopidae),” Journal of Insect Physiology 50, no. 2-3 (2004): 175-183.



[18] FAO-WHO, “Evaluation of Allergenicity of Genetically Modified Foods. Report of a Joint FAO/WHO Expert Consultation on Allergenicity of Foods Derived from Biotechnology,” Jan. 22-25, 2001; https://www.fao.org/es/ESN/food/pdf/allergygm.pdf



[19] Gendel, “The use of amino acid sequence alignments to assess potential allergenicity of proteins used in genetically modified foods,” Advances in Food and Nutrition Research 42 (1998), 45-62.



[20] US EPA, “Biopesticides Registration Action Document (BRAD)-Bacillus thuringiensis Plant-Incorporated Protectants: Product Characterization & Human Health Assessment,” EPA BRAD (2001b) (October 15, 2001): IIB4, https://www.epa.gov/pesticides/biopesticides/pips/bt_brad2/2-id_health.pdf



[21] US EPA, “Biopesticides Registration Action Document (BRAD)-Bacillus thuringiensis Plant-Incorporated Protectants: Product Characterization & Human Health Assessment,” EPA BRAD (2001b) (October 15, 2001): IIB4, https://www.epa.gov/pesticides/biopesticides/pips/bt_brad2/2-id_health.pdf



[22] “Assessment of Additional Scientific Information Concerning StarLink Corn,” FIFRA Scientific Advisory Panel Report No. 2001-09, July 2001.



[23] EPA Scientific Advisory Panel, “Bt Plant-Pesticides Risk and Benefits Assessments,” March 12, 2001: 76. Available at: https://www.epa.gov/scipoly/sap/2000/october/octoberfinal.pdf



[24] Ashish Gupta et. al., “Impact of Bt Cotton on Farmers’ Health (in Barwani and Dhar District of Madhya Pradesh),” Investigation Report, Oct-Dec 2005.



[25] N. Tomlinson of UK MAFF’s Joint Food Safety and Standards Group 4, December 1998 letter to the U.S. FDA, commenting on its draft document, “Guidance for Industry: Use of Antibiotic Resistance Marker Genes in Transgenic Plants,” https://www.food.gov.uk/multimedia/pdfs/acnfp1998.pdf; (see pages 64-68).



[26] John M. Burns, “13-Week Dietary Subchronic Comparison Study with MON 863 Corn in Rats Preceded by a 1-Week Baseline Food Consumption Determination with PMI Certified Rodent Diet #5002,” December 17, 2002 https://www.monsanto.com/monsanto/content/sci_tech/prod_safety/fullratstudy.pdf, see also Stéphane Foucart, “Controversy Surrounds a GMO,” Le Monde, 14 December 2004; and Jeffrey M. Smith, “Genetically Modified Corn Study Reveals Health Damage and Cover-up,” Spilling the Beans, June 2005, https://www.seedsofdeception.com/Public/Newsletter/June05GMCornHealthDangerExposed/index.cfm



[27] A. Pusztai, et al, “Genetically Modified Foods: Potential Human Health Effects,” in: Food Safety: Contaminants and Toxins (ed. JPF D’Mello) (Wallingford Oxon, UK: CAB International), 347-372, also additional communication with Arpad Pusztai.



[28] October 24, 2005 correspondência entre Arpad Pusztai e Brian John


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