AO FIM DE 4000 KM “VITA ACTIVA” CHEGA A PORTUGAL

AO FIM DE 4000 KM “VITA ACTIVA” CHEGA A PORTUGAL

2009/02/23 _ A cavalo por uma Europa sem transgénicos


Nasceu há sete meses na Alemanha mas durante uns dias é portuguesa. A iniciativa
“Vita Activa”, protagonizada pelo jovem casal Maria e Markus Schlegel, circula pela
Europa numa carruagem antiga puxada por dois cavalos com o intuito de
sensibilizar para a agricultura sustentável e contra os alimentos transgénicos. Até
agora já atravessaram a Suíça, França e Espanha…

8 thoughts on “AO FIM DE 4000 KM “VITA ACTIVA” CHEGA A PORTUGAL

  1. E os cavalos?
    Que culpa têm os cavalos do cultivo de OGM? Isto é vergonhoso, obrigar os animais a percorrer milhares de quilómetros. Não há causa que possa justificar esta barbaridade, logo não contam com o meu apoio.
    Percorrer a Europa de bicicleta, de skate, seja o que for, contra os OGM, isso compreendo e acho que pode ser interessante. Mas nada nos dá o direito de usar animais como escravos das nossas causas. Tenho muita pena de ver a Plataforma a apoiar este tipo de iniciativa, tão pouco interessante.

    1. Re: E os cavalos?
      O casal alemão tem muitos cuidados com os cavalos. Apenas andam (a passo) cerca de 15 km por dia (o que não é muito para um cavalo) e param de dois em dois dias, um dia em cada povoação. Tentam também andar em estradas ou caminhos com pouco movimento. Os cavalos são bichos que preferem andar a estar parados, desde que sejam bem tratados (o que é o caso) e estes em particular estão mansos e bem dispostos, o que significa que têm gostado do passeio.

      1. Exploração de cavalos
        A questão não é se eles estão a ser abusados ou não.
        É o facto de eles estarem a ser usados. Nada justifica a exploração de animais, quando estes não têm qualquer interesse em percorrer a Europa a arrastar um casal de alemães.

        Defender uma causa nobre, como o fim dos OGM, danificando outras causas, como o respeito pelos interesses e direitos de outros animais, é um tiro nos pés.

        Sou contra os OGM mas sou visceralmente contra este tipo de iniciativas.

        1. Re: Exploração de cava
          Caro Hugo,
          Lamentamos não perceber em que é que os cavalos estão a ser abusados ou explorados só pelo facto de estarem a ser usados. Por essa lógica não seria ético empregar animais para fazer seja o que for, por muito bem tratados que fossem – nem sequer para animais de companhia poderiam servir. No limite, nem sequer poderíamos olhar para os animais… pois estariam a ser usados para nos embelezar a vista.
          Cumprimentos,
          Plataforma Transgénicos Fora

          1. Olhar=Explorar LOLOLOL
            “nem sequer poderíamos olhar para os animais”
            Este comentário é grotesco!

            Sugiro que repense no assunto comparando-o com outros tipos de exploração como a de escravos ou de mulheres.

            Faria sentido defender a exploração (o uso) de pessoas escravas ou mulheres, desde que fossem bem tratadas? Usar menos força no chicote (no caso dos escravos) ou comprar uma máquina de lavar roupa a uma mulher é explorar de forma mais simpática mas não deixa de ser exploração e não deixa de ser incorrecto.

            Os exploradores são geralmente simpáticos e paternalistas, ou não recebessem do explorado algo importante para eles em troca de nada.

            E não, olhar para animais não é explorá-los. A menos que, ao olhar para eles, vejamos que estão a percorrer meia Europa, não porque lhes apeteceu, mas porque um casal de alemães e algumas organizações “ambientalistas” acharam que isso chamava a opinião dos meios de comunicação.

            Os animais, tal como os humanos, têm os seus propósitos. Não estão nesta Terra para serem propriedade de ninguém.

          2. Re: Olhar=Explorar LOL
            Caro Hugo,
            Respeitamos a sua perspectiva. É de aceitar que veja os animais como seres completamente independentes e merecedores de tanto respeito pelos humanos que não possam ser usados em qualquer serviço. Os agricultores devem portanto deixar de ter arados puxados pelos bois. Os aldeões devem portanto deixar de ter gatos que lhes comam os ratos. E os velhinhos devem portanto deixar de ter cães a guardar-lhes as casas. É um ponto de vista e é meritório, mas não o partilhamos. Até porque, se os animais estão nesta Terra para cumprir o seu propósito e não o nosso, o mesmo se pode dizer das plantas. E aí a lógica leva para um beco sem saída. Por isso apoiamos todas as medidas necessárias a garantir o bem estar animal, e até uma série de direitos dos animais. Mas não sentimos como desrespeitador dos animais o chamá-los a partilhar a nossa existência de forma activa, nomeadamente no caso de animais domesticados há muitas gerações.
            Cumprimentos,
            Plataforma Transgénicos Fora

          3. Lamento imenso o facto
            Lamento imenso o facto de quem está a responder a estes comentários em nome da Plataforma (calculo e espero que nem todas as pessoas da Plataforma partilhem estas opiniões) desconhecer as posições do movimento de direitos dos animais, ao ponto de sugerir que olhar para os animais é explorá-los, que as plantas são tão sencientes como os animais ou que os gatos comem ratos a mando dos seus donos.

            Lamento, principalmente, porque querer alargar um movimento social à custa do prejuízo de outros movimentos é um sinal de arrogância, ainda por cima totalmente evitável.

            É dizer que o vosso movimento é mais importante que o dos outros apenas porque sim, e não querer saber de mais nenhuma dimensão da estratégia das acções que não seja o benefício para o movimento anti-OGM.

            As únicas coisas que chegaram a um beco sem saída foram esta acção de exploração de cavalos e esta conversa.

          4. Re: Lamento imenso o f
            Pode então concluir-se que o Hugo defende que os animais usados para benefício das pessoas estão a ser abusados, em todas as circunstâncias. É difícil de acreditar que essa posição seja partilhada pela maioria do movimento dos direitos dos animais. Ainda mais neste caso, em que os cavalos são domesticados e estão a ser tão bem tratados quanto eram antes de começarem a viajar. É pena não ser possível entrevistá-los e saber se concordam em colaborar na luta por rações livres de transgénicos. Acreditamos que a maioria das pessoas interessadas na defesa dos direitos dos animais e na luta contra os transgénicos vão compreender e concordar que os cavalos não viram a sua vida degradada pela participação na viagem – já foi descrito acima como eles são bem tratados – e que não há nenhuma razão para acreditar que está a haver abuso. Para bem das duas causas, espera-se que mais tarde ou mais cedo todos o venham a compreender.

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