OGM & Transgénicos

 

Os transgénicos são seres vivos criados artificialmente em laboratório que vêm trazer muitos perigos desnecessários. Perigos de saúde para as pessoas, desequilíbrios para a Natureza e impactos para a agricultura convencional e biológica devido à contaminação e aparecimento de novas pragas, além de prejuízos para a economia pelo aumento do controlo corporativo sobre a alimentação – entre outros. Muitos são os riscos e impactos que já se conhecem sem que haja qualquer vantagem para a saúde ou o ambiente.

A Plataforma Transgénicos Fora é composta por 10 associações e inúmeros voluntários que apostam numa agricultura melhor para todos: cidadãos, incluindo agricultores, e todos os que não têm voz, desde o planeta aos que ainda não nasceram. Os únicos que têm a perder com o nosso trabalho são os defensores dos interesses económicos privados das multinacionais do agronegócio que procuram o lucro cego sem se preocupar com a fome, injustiça e degradação que semeiam à sua passagem.

Alimentos geneticamente modificados: como reconhecer?

Em Portugal é legal e está a ser cultivada uma variedade de milho transgénico chamada MON 810. O milho transgénico assim produzido é sobretudo utilizado nas rações para animais e portanto normalmente não chega ao consumidor (pelo menos diretamente).

No supermercado atualmente existem ingredientes transgénicos sobretudo na secção dos óleos alimentares. Várias marcas utilizam soja transgénica para fazer o óleo, embora outras continuem a usar apenas soja convencional. Para distinguir entre os óleos transgénicos e não transgénicos existe uma forma muito simples: basta ler o rótulo. Quando o óleo inclui soja transgénica então o rótulo tem de dizer que contém soja proveniente de soja geneticamente modificada. Se apenas usar soja convencional, então o rótulo não é obrigado a dizer nada sobre transgénicos.

Se gosta de saber o que come, não deixe de ler os rótulos dos óleos alimentares quando for às compras.

Glifosato, Transgénicos e (falta de) Precaução

O glifosato é um herbicida muito usado em Portugal, quer na agricultura quer em espaços urbanos, e o seu uso tem vindo a aumentar: em 2001 eram 700 e uma década depois são já 1400 as toneladas aplicadas anualmente. O nome em si – glifosato – não será muito conhecido, porque identifica apenas a substância ativa principal. Na prática em Portugal ele é vendido por múltiplas empresas sob mais de 60 nomes comerciais diferentes (Roundup, Spasor, Tornado, Montana, Touchdown, etc) sem falar das misturas com outros herbicidas.

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