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OGM & Transgénicos

 

Os transgénicos são seres vivos criados artificialmente em laboratório que vêm trazer muitos perigos desnecessários. Perigos de saúde para as pessoas, desequilíbrios para a Natureza e impactos para a agricultura convencional e biológica devido à contaminação e aparecimento de novas pragas, além de prejuízos para a economia pelo aumento do controlo corporativo sobre a alimentação – entre outros. Muitos são os riscos e impactos que já se conhecem sem que haja qualquer vantagem para a saúde ou o ambiente.

A Plataforma Transgénicos Fora é composta por diversas associações e inúmeros voluntários que apostam numa agricultura melhor para todos: cidadãos, incluindo agricultores, e todos os que não têm voz, desde o planeta aos que ainda não nasceram. Os únicos que têm a perder com o nosso trabalho são os defensores dos interesses económicos privados das multinacionais do agronegócio que procuram o lucro cego sem se preocupar com a fome, injustiça e degradação que semeiam à sua passagem.

Como se os cientistas tivessem sempre razão

O debate sobre a inocência do glifosato envolve os atores previsíveis, desde ambientalistas a agricultores, responsáveis autárquicos e governamentais, cientistas, empresas da agroquímica e, claro, o consumidor anónimo. De um lado está a decisão da Organização Mundial de Saúde (OMS) que em 2015 classificou este herbicida como cancerígeno em animais de laboratório e do outro figuram numerosas agências reguladoras (EFSA, ECHA, EPA...) que chegaram a uma conclusão de sinal oposto.

A reautorização do glifosato em 2017 pela União Europeia não encerrou a discussão. Em 2022 teremos nova votação e não se afigura algum momento de tréguas até lá. Para uns está em causa a viabilidade económica da atividade agrícola, para outros a proteção da saúde humana, para muitos o direito a definir o modelo de alimentação que melhor serve a sociedade agora e no futuro.

É difícil exagerar o lugar preponderante do glifosato. É o herbicida mais usado em Portugal, na Europa e no resto do mundo. Em 2015 os herbicidas à base de glifosato renderam quatro mil milhões de euros em vendas e mais de mil milhões em lucros, só à Monsanto (agora Bayer). Nos últimos dez anos vendeu-se sete vezes mais glifosato do que na década anterior e o ímpeto não dá sinais de abrandar.

Com tal visibilidade o escrutínio científico do glifosato só pode ser particularmente incisivo, cuidadoso e definitivo. Afinal de contas, se não conseguimos estudar um químico com tal palmarés – e no mercado já desde os anos 70 – ao ponto de encontrar as respostas de que precisamos, dificilmente teremos capacidade para avaliar qualquer outro...

CONTAMINAÇÃO CRÓNICA POR GLIFOSATO EM PORTUGAL

2019/02/25 _ 100% de contaminação com esta substância cancerígena

A Plataforma Transgénicos Fora lançou uma iniciativa em 2018 para testar a presença de glifosato em voluntários portugueses. As análises, realizadas em julho e em outubro com o mesmo grupo, demonstram uma exposição recorrente ao herbicida e apontam para uma contaminação generalizada por glifosato em Portugal.

Algumas pistas para reduzir a exposição aos herbicidas à base de glifosato (e ajudar o organismo a lidar com o que entrar)

Neste documento encontra alguns conselhos que irão ajudar a reduzir a exposição e impacto do glifosato. Esta lista não é exaustiva, nem é preciso fazer tudo o que está indicado para receber benefícios. Basta escolher alguns dos itens – os que pode incorporar no seu dia-a-dia desde já sem dificuldade – e depois ao longo do tempo tentar introduzir mais algumas mudanças. Como não há limiar de segurança, qualquer passo na direção certa já vale a pena.

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